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Planejamento e Estratégia

Considerando o momento atual de grande competição devido a globalização, a expectativa de vida das organizações será determinada pela sua capacidade de se adaptar a um ambiente de continua evolução. Essa necessidade de sobrevivência e prosperidade, um cenário de constantes mudanças requer das organizações a criação estruturada de estratégias que tragam vantagens competitivas.

A estratégia também está diretamente relacionada com o Modelo de Negócio da organização e o ambiente onde ele está inserido. O Modelo de Negócio é o elemento central da estratégia e deve ser diferenciado da concorrência, pois busca uma vantagem competitiva.

“A estratégia de uma organização descreve como ela pretende criar valor para seus acionistas, clientes e cidadãos.” Robert S. Kaplan, David P. Norton

Conforme definidos por Robert Kaplan e David Norton estes são os princípios-chave para alinhar os sistemas de mensuração e gestão com a estratégia:

  • Mobilizar a mudança por meio da liderança executiva;
  • Traduzir a estratégia em termos operacionais;
  • Alinhar a organização com a estratégia;
  • Motivar para transformar a estratégia em tarefa de todos; e
  • Gerenciar para converter a estratégia em processo contínuo.

Além de procurar viabilizar o objetivo dos acionistas e de atender às expectativas dos demais stakeholders, a estratégia da organização pode contribuir, por exemplo, para a consecução dos seguintes benefícios:

  • A equipe executiva e os colaboradores passam a ter uma visão compartilhada do negócio;
  • Os recursos e os esforços da organização são direcionados aos objetivos considerados prioritários;
  • As oportunidades emergentes no mercado são percebidas e exploradas com maior velocidade;
  • As mudanças na sociedade e no mercado e seu impacto na posição competitiva da empresa são rapidamente identificados e monitorados;
  • A sistemática análise crítica da estratégia competitiva e sua consistência, em face dos resultados obtidos e das mudanças no ambiente competitivo.

Planejar é definir os objetivos e escolher o melhor caminho para alcança-lo. O planejamento é uma função administrativa que determina antecipadamente o que se deve fazer e quais objetivos devem ser alcançados.

“O planejamento estratégico se trata de uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando um maior grau de interação com o ambiente” Philip Kotler

Diferenciam-se níveis de planejamento de acordo com o seu significado, alcance ou impacto sobre a natureza dos problemas que se pretende solucionar com esse enfoque para ação futura, que é o ato de planejar. São três esses níveis de planejamento:

  • Planejamento estratégico: em que as decisões a serem tomadas dizem respeito principalmente a problemas externos da empresa;
  • Planejamento administrativo: no qual a preocupação volta-se para a melhor estruturação possível dos recursos – humanos, físicos e financeiros;
  • Planejamento operacional: é aquele em que as atividades previstas buscam a utilização dos recursos da empresa mais eficiente possível em dado período.

Além do planejamento também é necessário que se tenha controle pois somente o planejamento não garantirá a realização dos objetivos da organização. Padrões de desempenhos devem ser estabelecidos para o processo de controle servindo assim como guia para a realização dos objetivos da organização.

Existe uma relação fundamental entre o planejamento e controle. Sem um planejamento efetivo, não haverá um controle real e, sem controle efetivo, o planejamento será inexistente.

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O histórico do método científico

A cada período histórico os homens assimilam o conhecimento cientifico adquirido através das gerações anteriores. Nesses períodos o homem evolui e elabora novas teorias deixando as anteriores ultrapassadas. A ciência moderna é relativamente simples originou-se na idade moderna, através de seu núcleo de técnicas, seus fatos empíricos e suas leis a ciência conseguiu chegar ao estado atual.

A evolução da ciência se deu do século XVIII até hoje, essa evolução foi aperfeiçoada aos poucos como exemplo temos a química, biologia e a física.

“Essa evolução das ciências tem como mola propulsora os métodos e os instrumentos de investigação aliados à postura cientifica, perspicaz, rigorosa e objetiva. Essa postura, preparada ao longo da história, impõe-se agora, de maneira inexorável, a todos que pretendem conservar o legado cientifico do passado ou, ainda, se propõem a ampliar suas fronteiras.”

O conhecimento e seus níveis

Sempre a um intermediário, pois o homem nunca age diretamente sobre as coisas, isso acontece também na pesquisa cientifica pois o homem tem que conhecer os instrumentos.

O conhecimento é a relação entre dois objetos um que conhece e outro conhecido, esse conhecimento implica em dualidade, as vezes o objeto conhecido pode fazer parte do objeto que o conhece. O pensamento é atividade intelectual.

Temos quatro tipos de conhecimentos:

  1. Conhecimento empírico

É adquirido pela própria pessoa através de suas relações sociais e com o meio ambiente essa tentativa resulta em erros e acertos. Do ponto de visto cientifico esse conhecimento é ametódico e assistemático.

Pela convivência os conhecimentos são transmitidos de pessoa para pessoa e de uma geração para outra, cada pessoa serve de experiência para o outro ora ensinado ora aprendendo.

O conhecimento empírico é constituído de experiências vividas pela pessoa em seu meio ambiente.

  1. Conhecimento científico

Procura compreender além do ente, do objeto, do fato, e do fenômeno, sua estrutura e sua organização e funcionamento, suas causas e suas leis.

O conhecimento cientifico era caracterizado como:

  • Certo
  • Geral
  • Metódico e Sistemático
  • Objetividade
  • Interesse intelectual
  • Espirito critico

A busca constante de explicação e de soluções é a concepção do conhecimento cientifico atual mesmo com sua falibilidade e de seus limites, a ciência quer se aproximar cada vez mais da verdade por meios de métodos que busquem maior controle, sistematização e revisão.

  1. Conhecimento filosófico

“O conhecimento filosófico distingue-se do conhecimento cientifico pelo objeto de investigação e pelo método.”

A ordem natural é partir dos dados concretos para os dados de ordem metafísica. O objeto da filosofia é construído de realidades imediatas que ultrapassam a experiência por serem de ordens super sensíveis.

O ato continuo de interrogar e questionar a si mesmo e a realidade denomina-se de filosofar. A filosofia busca tudo sobre o ser humano em sua existência concreta.

Filosofar é interrogar a interrogação nasce a partir do mistério daquilo que não conhecido.

A filosofia procura compreender a realidade de uma forma mais geral, para certas questões não há resposta definitiva contudo a filosofia permite ao homem aplicar suas faculdades para melhorar o sentido da vida.

  1. Conhecimento teológico

Podemos tomar duas atitudes diante de um mistério:

  • Penetrar nele
  • Aceitar explicações

Entenda-se por mistério tudo aquilo que é oculto, pode estar ligado a natureza, a vida futura entre outros.  Aquele que manifesta o oculto será o próprio revelador que poder ser tanto o homem como Deus.

“A fé teológica sempre está ligada a uma pessoa que testemunha Deus diante de outras pessoas.”

O conhecimento teológico é o conhecimento revelado relativo a Deus e aceito pela fé do homem.

O trinômio verdade – evidencia – certeza

O ser humano cheio de suas limitações, tenta conhecer uma realidade complexa e múltipla. Como podemos dizer que as verdades expostas pela religião e a ciência são realmente verdades? Será que a humanidade está no caminho certo? Os estudantes e pesquisadores tentam nos expor as verdades com certo grau de certeza.

Verdade

Apesar de que a realidade jamais será totalmente decifrada, isso não invalida a tentativa de homem de descobri-la, não invalida sua busca pela verdade do universo.

O ser humano evolui em uma ou outra área com mais ou menos intensidade, podemos dizer que em certas áreas o homem já entendeu muito da realidade, como as conquistas tecnológicas, viagem espaciais demonstram que aprendemos bastante.

Evidência

Os nossos erros são ocasionados pela nossa ignorância e atitudes precipitadas com relação à natureza daquilo que se oculta e se desvela.

A verdade somente se resulta quando há evidências e justificativas sobre o fato, sendo que a evidência é uma transparência, é um desvelamento, é uma manifestação clara da natureza e da essência das coisas. A evidência é o critério para se chegar à verdade (científica).

Certeza

A certeza se fundamenta no estado de espírito onde se consiste uma adesão firme, sem temor de engano, a uma verdade. Pode-se dizer que, havendo evidência, ou seja, o objeto, fato, ou o fenômeno se manifesta com suficiente clareza, é possível afirmar uma verdade (com certeza) sem temor de engano (trinômio). Da mesma forma, quando não há uma manifestação suficiente clara do objeto, o sujeito será encontrado em outros estados de espírito, sendo esses casos representados pela dúvida, opinião e pela ignorância.

A ignorância refere-se a um estado intelectual negativo, a dúvida é um estado de equilíbrio entre a afirmação e a negação, e a opinião caracteriza-se pelo estado de afirmar com temor de se enganar.

A formação da postura cientifica

Para se realizar um trabalho cientifico é necessário ter outras qualidades além do já foi exposto aqui, precisamos do rigor e da seriedade no trabalho metodológico.

A formação da postura cientifica tem seu começo na curiosidade quando se é criança, depois a inquietação da adolescência e pelos sonhos da juventude.

 Características da postura cientifica

A postura cientifica não é uma coisa que se nasce com ela, essa postura é desenvolvida ao longo da vida através de muito esforço e de uma série de atividades. A postura cientifica é a expressão de uma consciência crítica, objetiva e racional.

O aperfeiçoamento e o desenvolvimento de seu discernimento são conseguidos a partir de sua consciência crítica, objetiva e racional. Criticar é julgar, analisar para melhor poder avaliar os elementos das questões.

A consciência objetiva implica no rompimento com as posições subjetivas, pessoais e mal fundamentadas. Libertando-se da visão subjetiva do mundo conseguimos conquistar a consciência objetiva.

A condição básica da ciência é a objetividade. O que vale é o que realmente é e não o que um cientista imagina ou pensa, um trabalho cientifico deve ter objetividade, deve ser impessoal ao ponto de que o pesquisador não tenha importância e que o trabalho possa ser refeito por qualquer pessoa.

 Qualidades da postura cientifica

“A postura cientifica é imparcial, não torce os fatos e respeita escrupulosamente a verdade. O possuidor da verdadeira postura cientifica cultiva a honestidade, evita o plágio, não colhe com seu o que os outros plantaram, tem horror às acomodações e é corajoso para enfrentar os obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer.”

A postura cientifica não reconhece fronteiras e nem intromissões de quem quer que seja em seus campos de investigações e defende o livre exame de problemas.

Importância da postura cientifica

Depois de tudo que foi escrito fica-se muito claro a importância da postura cientifica, o estudante deve ser consciente de sua situação e imbuir-se nessa postura cientifica. O pesquisador deverá usar sua criatividade que aliada ao conhecimento cientifico trará solução aos diversos problemas que surgirão.

Contudo a ciência atual não se baseia somente na criatividade isolada, a pesquisa cientifica se baseia na mobilização de uma comunidade de pesquisadores de dimensões enormes que traz a mais diversas soluções.

Balanced Scorecard – Conceitos Iniciais

O BSC surgiu através de uma pesquisa do Nolan Norton Institute, sobre a Medição de Desempenho na Organização do Futuro. De acordo com Kaplan e Norton, o estudo foi motivado pela crença de que a medição de desempenho somente considerando indicadores financeiros estava obsoleta e que basear-se somente nessas medidas de desempenho inabilitava as empresas a criar valores econômicos futuros.

David Norton foi o líder do estudo enquanto Kaplan foi o consultor acadêmico. Juntamente com o Nolan Norton Institute, representantes de várias empresas participaram do estudo para propor um novo modelo de medição de desempenho.

O estudo examinou vários casos de sistemas inovadores de medição de desempenho. Um dos casos que chamou atenção do grupo foi o da Analog Devices, que criou um scorecard corporativo contendo, além das medições financeiras, medições sobre entregas aos clientes, qualidade e ciclo de tempo na manufatura e eficácia do desenvolvimento de novos produtos.

A partir dos estudos de caso, os participantes do grupo do estudo começaram a focalizar sua atenção para um scorecard multidimensional. Isto resultou no que chamaram de Balanced Scorecard – BSC, organizado por quatro perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento.

 


Figura 01 – Perspectivas do BSC

Este nome foi dado por refletir o balanço entre objetivos de curto e longo prazo, medidas financeiras e não financeiras, indicadores de resultados e de desempenho e entre perspectivas internas e externas de desempenho.

A perspectiva financeira descreve os resultados esperados da estratégia em termos financeiros tradicionais.

A perspectiva do cliente descreve a proposição de valor para o cliente.

A perspectiva dos processos internos identifica os processos críticos para a geração de valor para o cliente.

A perspectiva de aprendizado e crescimento identifica os ativos intangíveis que são críticos para os processos internos e para a geração de valor para o cliente.

O primeiro resultado publicado do estudo, de forma extensiva, foi divulgado através de um artigo na Harvard Business Review (edição de janeiro-fevereiro de 1992), intitulado The Balanced Scorecard – Measures that drive performance.

O Balanced Scorecard é um sistema de gestão estratégica que tem por objetivos:

  • Traduzir a estratégia da empresa em termos operacionais;
  • Alinhar a organização à estratégia;
  • Transformar a estratégia em tarefas de todos;
  • Converter a estratégia em tarefas de todos;
  • Mobilizar a mudança por meio da liderança executiva.

Essa abordagem de gestão estratégica foi desenvolvida porque até então todas as medidas de desempenho das empresas eram financeiras. De acordo com Kaplan & Norton, o resultado financeiro é resultado de outros fatores ou perspectivas:

  • Clientes;
  • Processos internos;
  • Aprendizado e crescimento.

O BSC é fundamentado nessas quatro perspectivas e determina uma relação de causa e efeito, como mostrou a Figura 01, assim como relaciona objetivos com medições, metas e iniciativas, que são os projetos e serviços que devem ser implantados para o atendimento aos objetivos e às metas.

O BSC é um instrumento que auxilia o alinhamento de todas as iniciativas de todos os níveis da empresa com os objetivos e as estratégias do negócio.

As etapas para construir um BSC são:

  • Estabelecer a visão da empresa sobre o futuro que ela deseja atingir;
  • Perspectivas: a visão é decomposta nas perspectivas financeira, de cliente, de processos internos e de aprendizado e crescimento ou outras, a critério da empresa.
  • Objetivos estratégicos: a visão é expressa em objetivos estratégicos que uma vez atingidos, permitem à empresa chegar ao futuro desejado.
  • Determinações das medições estratégicas: definir tanto os indicadores de resultado como os indicadores de desempenho para cada objetivo estratégico, considerando cada uma das perspectivas.
  • Determinar relações de causa e efeito, descrevendo como os objetivos se relacionam entre si;
  • Estabelecer o scorecard: representação dos objetivos por perspectiva e pelas relações de causa e efeito;
  • Desdobrar o scorecard, relacionando-o às unidades organizacionais da empresa, até o nível mais baixo;
  • Determinar metas quantitativas para cada um dos indicadores de resultado e de desempenho.
  • Determinar as iniciativas: projetos, ações e serviços que possibilitarão a realização dos objetivos estratégicos.
  • Implantar o BSC: comunicar e disseminar por toda a organização.
  • Manter o esforço: manter e evoluir continuamente o sistema de gestão estratégica.

Na literatura especializada encontram-se algumas propostas similares ao modelo de Kaplan & Norton, com o intuito principal de medir a performance do negócio, vinculando medidas financeiras com não-financeiras, ao apresentarem um guia prático para o uso do BSC, citam a existência de propostas alternativas como:

  • Modelo de Balanced Scorecard de Maisel;
  • Modelo de Pirâmide de Performance de MvNair;
  • Modelo efetivo e Medição de Performance de Adms & Robert.

Centrado na importância desta questão, outro livro foi lançado sob o título “Mapas Estratégicos-Balanced Scorecard: convertendo ativos intangíveis em resultados tangíveis”, o qual evidencia a importância da elaboração de Mapas Estratégicos (descrição sistêmica da inter-relação entre perspectivas, metas e indicadores) para o estabelecimento adequado do BSC nas organizações. Consequentemente, os autores acrescentaram a confecção de Mapas Estratégicos como etapa tradutora da estratégica e antecedente ao estabelecimento da matriz de mensuração do BSC.

  • Mapas Estratégicos

O Mapa Estratégico é uma representação visual das relações de causa e efeito entre os objetivos estratégicos, nas quatro perspectivas estratégicas compreendidas pelo BSC.

De acordo com Kaplan & Norton, o Mapa Estratégico representa como a empresa cria valor. É considerado como o “elo perdido” entre a formulação da estratégia e a sua execução. O Mapa Estratégico dirige o BSC e, por consequência, as iniciativas e os investimentos necessários.

  • Aplicabilidade do Modelo

O Mapa Estratégico e o BSC constituem-se numa poderosa ferramenta para realizar o alinhamento da TI ao negócio e para desdobrar os objetivos estratégicos de TI em iniciativas que contribuem para o atendimento aos objetivos. As iniciativas ou os projetos à serem implantados podem ser refletidos no portfólio de TI. Em TI, o BSC deve ser usado durante o planejamento da tecnologia da informação.

  • Benefícios do Modelo

A aplicação do BSC como sistema de gestão estratégica tem sido relativamente recente, principalmente no Brasil.

Em pesquisa realizada com trezentas empresas pelo Balanced Scorecard Collaborative (BSCOL), os seguintes benefícios foram obtidos pelos participantes:

  • Alinhamento da organização à estratégia.
  • Busca de sinergia organizacional.
  • Construção de um sistema de gestão estratégia.
  • Vinculação da estratégia com planejamento e orçamento.
  • Definição de metas estratégicas.
  • Priorização de iniciativas estratégicas.
  • Alinhamento dos indivíduos da organização à estratégia.

Há uma dificuldade intrínseca na medição dos benefícios quantitativos na adoção do BSC, pois o resultado de uma empresa está condicionado a muitas variáveis que não estão sob o seu controle.

Há ainda, o aspecto de que, se a empresa não optou pelas estratégias corretas, é muito provável que, a despeito do uso de modernas tecnologias de gestão, seu desempenho não seja satisfatório.

Conceitos Básicos de COBIT

O Control Objectives for Information and Related Technology (COBIT) é um guia de melhores praticas criado pela Information Systems Audit and Control Association (ISACA) para prover um modelo para o gerenciamento da Governança de TI. O COBIT possue 210 objetos de controle divididos em 34 processos em 4 domínios.

  • Planejamento e Organização (PO)
  • Aquisição e Implementação(AI)
  • Entrega e Suporte(DS)
  • Monitoração e Avaliação(ME)

cobit

Planejamento e Organização (PO)

O domínio de Planejamento e Organização é composto de 10 processos e trata do desenvolvimento dos planos estratégicos de TI e fornece suporte aos objetivos e metas empresariais. Os planos devem objetivar o futuro e estar alinhados com o planejamento da organização.

Aquisição e Implementação (AI)

O domínio de Aquisição e Implementação é composto de 7 processos e trata da aquisição de novas tecnologias, contratação e desenvolvimento de uma equipe qualificada para executar os planos estratégicos de TI. A fase de implementação foca a manutenção, teste, certificação e identificação das alterações que possam afetar a disponibilidade das informações.

Entrega e Suporte (DS)

O domínio de Entrega e Suporte é composto de 13 processos e trata da entrega dos serviços de TI, assegurando que os serviços sejam executados conforme definido na implementação através de acordos de nível de serviço (SLA – Service Level Agreement). A fase de suporte prevê que os processos sejam executados de forma eficiente e efetiva.

Monitoração e Avaliação (ME)

O domínio de Monitoração e Avaliação é composto de 4 processos e foca o monitoramento, através dos SLAs, verificando se o que foi proposto está sendo realizado. Através de auditorias internas e externas são analisados os processos de negócio e o resultado da auditoria permite que os processos sejam ajustados para atender as expectativas da direção da organização.

Alguns Conceitos de Orientação a Objetos

Listo abaixo alguns conceitos de orientação a objetos:

Objeto é tudo que é perceptível por qualquer dos sentidos.
Abstração é o ato de separar mentalmente um ou mais elementos de uma totalidade complexa.
Classe é a definição dos atributos e funções de um tipo de objeto.
Herança é quando uma subclasse herda atributos e comportamentos de sua classe imediatamente superior.
Polimorfismo é o princípio em que classes derivadas de uma mesma superclasse podem invocar operações que têm a mesma assinatura, mas comportamentos diferentes em cada subclasse.
Encapsulamento é uma técnica que consiste em separar aspectos externos dos internos da implementação de um objeto.

O Modelo em Cascata

O Modelo em Cascata ou Ciclo de Vida do Software foi o primeiro modelo de processo de desenvolvimento de software publicado.

Os principais estágios do modelo demonstram as atividades fundamentais de desenvolvimento:

Análise e definição de requisitos. Os serviços, restrições e objetivos do sistema são definidos por meio de consultas aos usuários do sistema. Eles são, portanto definidos detalhadamente e servem como uma especificação de sistema.

Projeto de sistema e software. O processo de projeto de sistema divide os requisitos em sistemas de hardware ou de software. Ele estabelece uma arquitetura geral do sistema. O projeto de software envolve a identificação e a descrição das abstrações fundamentais do sistema de software e suas relações.

Implementação e teste de unidade. Durante esse estágio, o processo de software é realizado como um conjunto de programas ou unidades de programas. O teste unitário envolve a verificação de que cada unidade atende à especificação.

Integração e teste de sistema. As unidades individuais de programa ou os programas são integrados e testados como um sistema completo para garantir que os requisitos de softwares foram atendidos. Após os testes, o sistema de software é liberado para o cliente.

Operação e manutenção. Geralmente (embora não necessariamente) esta é a fase mais longa do ciclo de vida. O sistema é instalado e colocado em operação. A manutenção envolve a correção de erros não detectados nos estágios anteriores do clico de vida, no aprimoramento da implementação das unidades de sistema e na ampliação dos serviços de sistema à medida que novos requisitos são identificados.