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KDD – Knowlegde Discovery in Database

O termo KDD – Knowledge Discovery in Databases, foi formalizado em 1989 em referência ao amplo conceito de procurar conhecimento a partir de base de dados. O KDD é um processo, de várias etapas, não trivial, interativo e iterativo, para identificação de padrões compreensíveis, válidos, novos e potencialmente úteis a partir de grandes conjuntos de dados. O termo iterativo sugere a possibilidade de repetições integrais ou parciais do processo de KDD e a expressão não trivial alerta para a complexidade normalmente presente na execução de processos de KDD. Já com relação a expressão padrão válido indica que o conhecimento deve ser verdadeiro e adequado ao contexto da aplicação de KDD e o termo padrão novo deve acrescentar novos conhecimentos aos existentes, para que todo esse processo gere conhecimento útil que pode ser aplicado de forma a proporcionar benefícios ao contexto de aplicação de KDD. Porém, a extração de conhecimento de uma grande base de dados através da aplicação de um processo de KDD exige a melhor compreensão das diferenças entre dado, informação e conhecimento, conforme ilustra a figura abaixo.

KDD

O KDD ou descoberta de conhecimento em banco de dados em Português é um processo utilizado para identificação de padrões em grandes massas de dados, esse processo é dividido em cinco etapas: seleção, pré-processamento, transformação, mineração dos dados e interpretação de resultados. O objetivo desse processo é descobrir informações relevantes e importantes para apoiar os tomadores de decisão em suas decisões estratégicas.

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Etapas do processo KDD

A etapa de seleção é a primeira etapa do KDD, é uma etapa muito importante, pois é nela que serão decididos quais os conjuntos de dados que serão relevantes para que sejam obtidos resultados com informações uteis.

Na etapa de pré-processamento acontece a limpeza dos dados e seleção de atributos. Nesta etapa informações ausentes, errôneas ou inconsistentes nas bases de dados devem ser corrigidas de forma a não comprometer a qualidade dos modelos de conhecimento a serem extraídos ao final do processo de KDD.

A etapa de transformação ou formatação dos dados analisa os dados obtidos da etapa anterior e os reorganiza de uma forma especifica para que possam ser interpretados na etapa seguinte.

Na etapa de mineração dos dados é onde tudo acontece, os dados depois de transformados serão lidos e interpretados. A mineração faz com que meros dados sejam transformados em informações, tais informações são indicadas através de força bruta, ou seja, lendo regra por regra e as interpretando.

Na última etapa a de interpretação de resultados é onde as regras indicadas pelo processo anterior serão interpretadas e avaliadas. Após a interpretação poderão surgir padrões, relacionamentos e descoberta de novos fatos, que podem ser utilizados para pesquisas, otimização e outros.

O histórico do método científico

A cada período histórico os homens assimilam o conhecimento cientifico adquirido através das gerações anteriores. Nesses períodos o homem evolui e elabora novas teorias deixando as anteriores ultrapassadas. A ciência moderna é relativamente simples originou-se na idade moderna, através de seu núcleo de técnicas, seus fatos empíricos e suas leis a ciência conseguiu chegar ao estado atual.

A evolução da ciência se deu do século XVIII até hoje, essa evolução foi aperfeiçoada aos poucos como exemplo temos a química, biologia e a física.

“Essa evolução das ciências tem como mola propulsora os métodos e os instrumentos de investigação aliados à postura cientifica, perspicaz, rigorosa e objetiva. Essa postura, preparada ao longo da história, impõe-se agora, de maneira inexorável, a todos que pretendem conservar o legado cientifico do passado ou, ainda, se propõem a ampliar suas fronteiras.”

O conhecimento e seus níveis

Sempre a um intermediário, pois o homem nunca age diretamente sobre as coisas, isso acontece também na pesquisa cientifica pois o homem tem que conhecer os instrumentos.

O conhecimento é a relação entre dois objetos um que conhece e outro conhecido, esse conhecimento implica em dualidade, as vezes o objeto conhecido pode fazer parte do objeto que o conhece. O pensamento é atividade intelectual.

Temos quatro tipos de conhecimentos:

  1. Conhecimento empírico

É adquirido pela própria pessoa através de suas relações sociais e com o meio ambiente essa tentativa resulta em erros e acertos. Do ponto de visto cientifico esse conhecimento é ametódico e assistemático.

Pela convivência os conhecimentos são transmitidos de pessoa para pessoa e de uma geração para outra, cada pessoa serve de experiência para o outro ora ensinado ora aprendendo.

O conhecimento empírico é constituído de experiências vividas pela pessoa em seu meio ambiente.

  1. Conhecimento científico

Procura compreender além do ente, do objeto, do fato, e do fenômeno, sua estrutura e sua organização e funcionamento, suas causas e suas leis.

O conhecimento cientifico era caracterizado como:

  • Certo
  • Geral
  • Metódico e Sistemático
  • Objetividade
  • Interesse intelectual
  • Espirito critico

A busca constante de explicação e de soluções é a concepção do conhecimento cientifico atual mesmo com sua falibilidade e de seus limites, a ciência quer se aproximar cada vez mais da verdade por meios de métodos que busquem maior controle, sistematização e revisão.

  1. Conhecimento filosófico

“O conhecimento filosófico distingue-se do conhecimento cientifico pelo objeto de investigação e pelo método.”

A ordem natural é partir dos dados concretos para os dados de ordem metafísica. O objeto da filosofia é construído de realidades imediatas que ultrapassam a experiência por serem de ordens super sensíveis.

O ato continuo de interrogar e questionar a si mesmo e a realidade denomina-se de filosofar. A filosofia busca tudo sobre o ser humano em sua existência concreta.

Filosofar é interrogar a interrogação nasce a partir do mistério daquilo que não conhecido.

A filosofia procura compreender a realidade de uma forma mais geral, para certas questões não há resposta definitiva contudo a filosofia permite ao homem aplicar suas faculdades para melhorar o sentido da vida.

  1. Conhecimento teológico

Podemos tomar duas atitudes diante de um mistério:

  • Penetrar nele
  • Aceitar explicações

Entenda-se por mistério tudo aquilo que é oculto, pode estar ligado a natureza, a vida futura entre outros.  Aquele que manifesta o oculto será o próprio revelador que poder ser tanto o homem como Deus.

“A fé teológica sempre está ligada a uma pessoa que testemunha Deus diante de outras pessoas.”

O conhecimento teológico é o conhecimento revelado relativo a Deus e aceito pela fé do homem.

O trinômio verdade – evidencia – certeza

O ser humano cheio de suas limitações, tenta conhecer uma realidade complexa e múltipla. Como podemos dizer que as verdades expostas pela religião e a ciência são realmente verdades? Será que a humanidade está no caminho certo? Os estudantes e pesquisadores tentam nos expor as verdades com certo grau de certeza.

Verdade

Apesar de que a realidade jamais será totalmente decifrada, isso não invalida a tentativa de homem de descobri-la, não invalida sua busca pela verdade do universo.

O ser humano evolui em uma ou outra área com mais ou menos intensidade, podemos dizer que em certas áreas o homem já entendeu muito da realidade, como as conquistas tecnológicas, viagem espaciais demonstram que aprendemos bastante.

Evidência

Os nossos erros são ocasionados pela nossa ignorância e atitudes precipitadas com relação à natureza daquilo que se oculta e se desvela.

A verdade somente se resulta quando há evidências e justificativas sobre o fato, sendo que a evidência é uma transparência, é um desvelamento, é uma manifestação clara da natureza e da essência das coisas. A evidência é o critério para se chegar à verdade (científica).

Certeza

A certeza se fundamenta no estado de espírito onde se consiste uma adesão firme, sem temor de engano, a uma verdade. Pode-se dizer que, havendo evidência, ou seja, o objeto, fato, ou o fenômeno se manifesta com suficiente clareza, é possível afirmar uma verdade (com certeza) sem temor de engano (trinômio). Da mesma forma, quando não há uma manifestação suficiente clara do objeto, o sujeito será encontrado em outros estados de espírito, sendo esses casos representados pela dúvida, opinião e pela ignorância.

A ignorância refere-se a um estado intelectual negativo, a dúvida é um estado de equilíbrio entre a afirmação e a negação, e a opinião caracteriza-se pelo estado de afirmar com temor de se enganar.

A formação da postura cientifica

Para se realizar um trabalho cientifico é necessário ter outras qualidades além do já foi exposto aqui, precisamos do rigor e da seriedade no trabalho metodológico.

A formação da postura cientifica tem seu começo na curiosidade quando se é criança, depois a inquietação da adolescência e pelos sonhos da juventude.

 Características da postura cientifica

A postura cientifica não é uma coisa que se nasce com ela, essa postura é desenvolvida ao longo da vida através de muito esforço e de uma série de atividades. A postura cientifica é a expressão de uma consciência crítica, objetiva e racional.

O aperfeiçoamento e o desenvolvimento de seu discernimento são conseguidos a partir de sua consciência crítica, objetiva e racional. Criticar é julgar, analisar para melhor poder avaliar os elementos das questões.

A consciência objetiva implica no rompimento com as posições subjetivas, pessoais e mal fundamentadas. Libertando-se da visão subjetiva do mundo conseguimos conquistar a consciência objetiva.

A condição básica da ciência é a objetividade. O que vale é o que realmente é e não o que um cientista imagina ou pensa, um trabalho cientifico deve ter objetividade, deve ser impessoal ao ponto de que o pesquisador não tenha importância e que o trabalho possa ser refeito por qualquer pessoa.

 Qualidades da postura cientifica

“A postura cientifica é imparcial, não torce os fatos e respeita escrupulosamente a verdade. O possuidor da verdadeira postura cientifica cultiva a honestidade, evita o plágio, não colhe com seu o que os outros plantaram, tem horror às acomodações e é corajoso para enfrentar os obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer.”

A postura cientifica não reconhece fronteiras e nem intromissões de quem quer que seja em seus campos de investigações e defende o livre exame de problemas.

Importância da postura cientifica

Depois de tudo que foi escrito fica-se muito claro a importância da postura cientifica, o estudante deve ser consciente de sua situação e imbuir-se nessa postura cientifica. O pesquisador deverá usar sua criatividade que aliada ao conhecimento cientifico trará solução aos diversos problemas que surgirão.

Contudo a ciência atual não se baseia somente na criatividade isolada, a pesquisa cientifica se baseia na mobilização de uma comunidade de pesquisadores de dimensões enormes que traz a mais diversas soluções.